sábado, 4 de abril de 2020

BASTA!

Chega de te querer
Chega de te não ter
Chega de doer
Basta!

Eis que desassete anos anos já lá vão
Superàmos a primeira separação
E graças à frescura da idade
Da consciencia a varremos
Quase que esquecemos
Mas eis que uma reviravolta
Trouxe a ressureição
Da saga de outrora
E agora
Deveras madura
A dor é bem mais profunda
Dor que surge e perdura
Que se instalou permanente
Sem um porquê aparente
Sem perceber a razão
Desta prova a continuação
Na vida e no tempo
Corda que se atou
Em nós tão apertados
Nós que nos deixam agarrados
Nós de laços emaranhados
No passado tecidos e criados
Desventuras ocultas
Vivências através dos seculos
Que as brumas da memória não abrangem
Tentamos no presente os nós desatar
Sem sucesso
Pois nos continuam a magoar
A sufocar
Recaidas continuas
Saudade impar
Nostalgia...
Que nos faz pensar
Repensar...
Sem saber como os desatar
Pensar...
No que foi tão breve
Mas tão doce
No que poderia ser
Mas que não é
Diz o nosso povo
Não há duas sem três
Será que não?
Será que foi este o ultimo desencontro?
Ou será que o destino nos reserva
Terceiro e novo volver...?
E se assim acontecer
Se mais um houver
E nesta vida ocorrer
Ou noutra que depois vier
Estaremos nós
Finalmente em sintonia
Transformando a anterior cacofonia
Em gloriosa sinfonia
De sons suaves e doces 
Em profunda harmonia
Sem a mágoa, a dor ...sem a agonia
Sem repetir a obsessão
Porque no meu coração
Mais forças... eu já não encontro
Basta de sofrer!
Em alegria mereço viver



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