terça-feira, 8 de outubro de 2019

FADINHAS

Era uma vez...
Uma criancinha
Que brincava com fadinhas
Do véu outro lado, o de lá
Porque do lado de cá
Onde a vida era deserta
Como o deserto do Saara
Ninguém a compreendia
Insegura e com medo
Sozinha se sentia
Alegria ...não tinha
Perdida sem poder
Expressar a essência
Do seu verdadeiro Ser
Que asfixia
Ninguém a entendia
Sem amor ter
A criança sonhava e fugia
Para o reino das fadinhas
Dos gnomos e das estrelinhas
Aí, sim!
Com eles se embevecia
Havia Luz e alegria
Flores, de mil e uma cor
E muito amor
A criancinha
Flutuava, leve e sem dor
Pairando muito para além do arco iris
No infinito
No principio e no fim mergulhada
Pelas nuvens embalada
Algodão macio e bendito
Na mais profunda e alegre gargalhada
Estrelas fulgurantes
Também elas errantes
Estrelas que agora já não parecem
Assim tão distantes
Ah como era bom!
Pensava a criancinha
Neste mundo encantado ficar
Onde a rir e a brincar
Podia com as fadinhas amar
Com as estrelas a Luz irradiar
E ao meu nunca mais ter de voltar


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