SÓ ou SOLIDÃO
Que mais há para fazer
Que mais a aprender
Para com a solidão
Saber conviver
Gente...uma multidão
Sem conexão
Movimento...continuo fluir
Com ou sem direção
Barulho...não falta
Mescla de ruido sem significado
E no meio de tudo
Estonteado
O meu Eu, um todo
Mas tão sem nada
Um Eu que há muito
Aprendeu a existir só
Acreditando ter já conquistado
A solidão
Mas, foi engano...afinal não!
Ela, a Solidão
Ela estava só adormecida
E se acordada
Invade revoltada
Frustrada
Por existir ainda
Assim no centro de tudo
No meio do nada
Ainda que de gente rodeada
Ás vezes por gente sufocada
Mas não domesticada
Nem apaziguada
Apenas por momentos anestesiada
Como gerir
Esta poderosa vaga
E impedir
O frio que invade a alma
Dizem: Tem calma!
Calma que já se esgotou
Há tanto que esperou
O meu Eu
Que é tudo
E que continua tão sem nada
Carências
Quiçá de outras vivências
Com raízes profundas
Envoltas em brumas
De memórias bem fundas
Por desbravar
Procura de amalgama
De fusão
Com outra alma
O meu, ou outro Eu
Que também seja tudo
Mas tão sem nada...
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