quarta-feira, 8 de novembro de 2006

A ONDA

Conseguir desvendar
E enfim compreender
Como é bom poder
No meu centro me manter
Até mesmo
Quando é tempo de sofrer

Que Alegria suave é
Sentir que a tempestade
Rugindo e fustigando
Sempre tentando
Nos empurrar para fora de pé
Não passa de uma vaga
E nada mais é

Descobrir que do lado de cá
Sempre está
O meu Ser, bem real
Inalterado por onda tal
E ainda que agitado
Talvez meio afogado
Se recusa ser tocado
Pelo mal

Ser esse, que é capaz
De observar em paz
O que a onda trás
Os estragos que faz
Mas já sem perder de vista
Quem é
E onde está

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