Quando algo nos obriga a parar e
Estacionamos
Pensando que não avançamos
Em frustração
Não percebemos que só estamos
A dar azo a outra ilusão
É preciso estacionar
Para pensar, escutar
E não só, também descansar
É tempo de assimilar e estruturar
Sim, porque a Vida não pára
De novas lições nos ensinar
Para estudar e passar
É preciso uma trégua
E o mapa consultar
Comparar
O caminho percorrido, versus
O que ainda falta palmilhar
O Balanço convém saldar
O que já consegui, coisa pouca...
O que falta fazer...coisa de louca
Como me sinto impotente
Frente à obra iniciada
Ainda tão inacabada
Tarefa por deveras infinita
Que no tempo se esbate
Mas....quem ousa alvitrar
Que a obra
É susceptível de acabar
Ou mesmo temporal
Quando a Vida
É imortal
E assim vou correndo
Na expectativa de aprender
Sem querer estacionar
Nem tempo perder
Nesta escola por vezes maravilhosa
Por vezes dolorosa
Tal como os espinhos e a rosa
A rosa
Irradia seu perfume e beleza
Em nada subtraida
Pelos espinhos
Que perfuram com agudeza
Sintamos a sua fragancia
E evitemos na nossa ânsia
As picadelas em vão
Fiquemos
Com as que sofremos
A cada lição
Sem comentários:
Enviar um comentário